segunda-feira, 29 de abril de 2013
A minha infância e a leitura
Minha infância foi repleta de estímulos à leitura, pois meu pai contava histórias da Bíblia, usando livros ilustrados que mostravam os milagres maravilhosos de Deus para com o povo de Israel. Até hoje me lembro bem da imagem do mar se abrindo e o povo passando por entre os muros de água que na minha mente eram enormes, altos e barulhentos. Aos nove anos eu ganhei a coleção completa de Monteiro Lobato, isto foi muito marcante, pois meu pai me presenteou com esta coleção porque eu consegui produzir um texto na escola sem nenhum tipo de erro (é claro que se tratava de texto simples, mas pra mim o que valeu foi o prêmio pelo feito). Era uma coleção com 19 livros que eu lia repetidamente, e acredito que muito de minha personalidade questionadora vem desta minha intimidade com a Emília.
Já no Ensino Fundamental II a Coleção Vagalume era a minha preferida. Entre tantos títulos não me esqueço do Caso da Borboleta Atíria, Spharion e A Ilha Perdida, todos os personagens fizeram parte da minha infância, e da minha adolescência, e o gosto pela leitura foi aumentando gradativamente, quando comecei a estudar no Ensino Médio, minha visão de literatura modificou um pouco e então me apaixonei pelas questões sociais que surgem mapeando os poemas, os romances e todas as obras. Isto me levou a fazer o curso de Letras para me aprofundar nos estudos literários, mas como boa “Emília” que sou, fui em busca de muito mais, fiz minha primeira especialização em Língua Inglesa mas atuei pouco nesta área, logo que me efetivei na Rede Estadual fui convidada para ser Professora Coordenadora e fiz uma segunda especialização em gestão do currículo e me interessei muito por tudo que li sobre a gestão, hoje acredito que as leituras que fazemos nos dá condições de escolhas, isto nos liberta, nos torna independentes, pois somente com a liberdade de opção é que podemos realmente ser autônomos.
Já no Ensino Fundamental II a Coleção Vagalume era a minha preferida. Entre tantos títulos não me esqueço do Caso da Borboleta Atíria, Spharion e A Ilha Perdida, todos os personagens fizeram parte da minha infância, e da minha adolescência, e o gosto pela leitura foi aumentando gradativamente, quando comecei a estudar no Ensino Médio, minha visão de literatura modificou um pouco e então me apaixonei pelas questões sociais que surgem mapeando os poemas, os romances e todas as obras. Isto me levou a fazer o curso de Letras para me aprofundar nos estudos literários, mas como boa “Emília” que sou, fui em busca de muito mais, fiz minha primeira especialização em Língua Inglesa mas atuei pouco nesta área, logo que me efetivei na Rede Estadual fui convidada para ser Professora Coordenadora e fiz uma segunda especialização em gestão do currículo e me interessei muito por tudo que li sobre a gestão, hoje acredito que as leituras que fazemos nos dá condições de escolhas, isto nos liberta, nos torna independentes, pois somente com a liberdade de opção é que podemos realmente ser autônomos.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Minha experiência em Leitura
Minha experiência com leitura começa na verdade com muita intensidade na pré adolescência. Na escola sempre me dedicava nas atividades propostas pela Professora de Português e adorava os textos dos livros didáticos e há na memória a página do livro com a letra de uma música de Luiz Gonzaga e as questões sobre as informações ora ali expostas no texto.
Tinha um fascínio enorme pelas aulas dedicadas a "Redação", ao ato de redigir, atualmente chamadas de aulas de "produções escritas". Na minha cidade tinha uma Biblioteca pequena mas eu me recordo de muitas vezes ter emprestados livros de lá. O primeiro livro que li "integralmente" foi Ilha Perdida de autoria de Maria José Dupré. Uma iniciativa minha de ler, li pq de fato eu gostava de ler.
Após esta experiência, lá estava eu e mais algumas colegas em um curso de Iniciação Teatral. Em um antigo prédio da cidade, aos 13 anos, eu estudava teatro. A pedido do Professor, um cara de renome na área da dramaturgia e que todos os finais de semana estava ali com a gente, trabalhando técnica vocal, oficinas de expressão corporal, figurino e leitura.
Na minha memória há a cena dele pedindo de uma maneira muito forte e ao mesmo tempo como uma forma de aconselhar "Ator que é bom ator lê" e ele deixou como tarefa "Cada aluno ali do curso deveria começar a ler algum livro de Clarice Lispector" e eu cá com os meus botões fiquei pensando em quem seria Clarice Lispector e a minha iniciativa de leitura me levou a velha e boa biblioteca, lá eu achei "Água Viva" e devorei o livro em poucos dias e com 13 anos de idade...Mais tarde na faculdade, aos 21 anos escuto da professora de Literatura "A leitura de Clarice é densa, todo e qualquer trabalho acadêmico envolvendo Clarice requer maturidade e experiência de vida" e lá na faculdade fui apresentada a Macabéa, a barata de Paixão segundo GH e alguns tantos outros textos de Lispector.
E depois disso mergulhei em O Pagador de Promessas de Dias Gomes e também em outros tão belos textos de Vinícius de Moraes.
Ainda hoje sinto a necessidade de buscar leituras e buscar ler por prazer, pelo simples fato de ser um ser humano letrado e por enxergar significado no processo de leitura e por reconhecer que a leitura ampliou meu conhecimento de mundo e meu repertório lexical.
Ler por prazer...ler para mergulhar e contar depois para outro colega "Olha, eu tenho um livro para emprestar para você que você irá gostar!"
Fabíola Maciel Saldão
PCNP de LEM - Jacareí e Professora de Inglês
Sou Fernanda, PCNP de Língua Portuguesa na DER São João da Boa Vista. Quero compartilhar com vocês um pouco da minha história com a leitura.
"Ler, segundo Freire, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação".
Na minha história com a leitura, ler sempre foi mais que caminhar sobre as letras, foi interpretar o mundo, sonhar o mundo, viver aventuras em lugares distantes, rir e chorar, viver histórias de amor, ir ao encontro do inesperado. E essa história começou cedo, ainda criança, em casa, minha mãe sempre nos presenteava com livros e histórias em quadrinhos. As princesas dos contos de fadas e a turma da Mônica fizeram parte de minha infância. Mais tarde, conheci outros mundos, outros autores. E, ainda hoje, caminho além das letras e trabalho para que nossos alunos também possam percorrer este caminho e, a partir da leitura das leituras realizadas, interferir no mundo.
"Ler, segundo Freire, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação".
Na minha história com a leitura, ler sempre foi mais que caminhar sobre as letras, foi interpretar o mundo, sonhar o mundo, viver aventuras em lugares distantes, rir e chorar, viver histórias de amor, ir ao encontro do inesperado. E essa história começou cedo, ainda criança, em casa, minha mãe sempre nos presenteava com livros e histórias em quadrinhos. As princesas dos contos de fadas e a turma da Mônica fizeram parte de minha infância. Mais tarde, conheci outros mundos, outros autores. E, ainda hoje, caminho além das letras e trabalho para que nossos alunos também possam percorrer este caminho e, a partir da leitura das leituras realizadas, interferir no mundo.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Leitura
Meu caso de amor
com a leitura começou cedo, mas nasceu do contato, pouco a pouco com os livros.
Eu e eles. Na verdade não houve incentivo da minha família ou da escola, foi
algo particular. Fui me encantando aos poucos com algumas histórias e livros da
minha irmã, que ficavam numa pequena estante. Eu costumava sentar no chão e
pegar um ou outro, ler o nome dos autores, folhear, ler alguma página de forma
aleatória... e fui me apaixonando...
Depois, comecei a
frequentar a biblioteca municipal e a paixão aumentou... comecei a ler com
voracidade. Durante a adolescência mergulhei nos livros. Passava domingos
inteiros lendo, sem sair do quarto; quando chovia então, era uma delícia.
Muitas vezes devorei livros em um ou dois dias. E fui me aprofundando com a
leitura dos clássicos pedidos pelos professores e da literatura universal
pedidos pela minha vontade.
Adoro perder
horas dentro de uma livraria e sempre compro mais do que consigo dar conta.
Hoje sempre tenho alguns na cabeceira da cama, alguns na gaveta do criado mudo
e outros espalhados pela casa. E vou alternando as leituras conforme a
necessidade e o estado de espírito. É uma paixão sem fim...
Olá a todos! Meu nome é Giane, sou PCNP de Língua Portuguesa
EM da DER de São João da Boa Vista, para quem não sabe, a cidade dos
crepúsculos maravilhosos! Atuo também como professora do Ensino Médio e
Pré-vestibular. Amo a sala de aula, que é o laboratório onde aplico tudo que
aprendo e busco fazer a diferença. Através deste curso, pretendo aprender,
aprender e espalhar o conhecimento para os colegas professores de Língua
Portuguesa, o que é, também, extremamente gratificante! Acredito na capacidade
de a educação transformar as pessoas e mudar vidas, por isso aceitei o desafio
de me dedicar a ela. Espero me familiarizar logo com esse ambiente, que não
conhecia, mas é semelhante ao Redefor/Unicamp, que terminei em janeiro. Sou
louca pela leitura e não me contento com um livro de cada vez. Adoro as coisas
simples da vida e desejo o mesmo que todos: amor, alegria, paz de espírito e
liberdade...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
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