domingo, 5 de maio de 2013

Situação de aprendizagem adaptada pelo grupo. - proposta para trabalhar leitura


Fernanda Aguiar Cardozo
Fabíola Maciel Saldão
Giane de Sordi
Gláucia Barreto de Matos


Situação de Aprendizagem
“O Primeiro Beijo”_ Antonio Barreto
Antes da Leitura
1º Passo: O professor, antes da leitura faz perguntas que trabalhem, por meio da oralidade:
     A ativação de conhecimento de mundo;
     A antecipação ou predição;
     O levantamento de hipóteses.
Questões sugeridas:
1- Levando em consideração o título, do que você acha que irá tratar o texto?
2- Quais são os sentimentos  ou sensações que surgem no momento do primeiro beijo?
3- Você já passou por esta experiência?  Lembra o que sentiu no momento?
Obs.:  O professor também pode trabalhar com a tempestade de palavras  e anotar na lousa todos os sentimentos que os alunos forem relacionando ao momento do primeiro beijo:
Durante a Leitura
2º Passo:  Leitura do texto
O professor pode ler com os alunos o texto fazendo paradas estratégicas _ Leitura compartilhada _ para criar expectativa aos acontecimentos. Por exemplo, pode ler o primeiro parágrafo e perguntar aos alunos se já dá para saber se o narrador da história  é um garoto ou uma garota. Pode perguntar também como acham que foi o primeiro beijo das personagens.
Pode perguntar se, observando o bilhete que o Cultura Inútil escreveu e a fala dele, é possível descrevê-lo psicologicamente.
Depois da Leitura
3º Passo:  Após a leitura o professor pode fazer algumas perguntas orais ou escritas para retomar o entendimento do texto lido, trabalhando:
        A LOCALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES  NO TEXTO;
        A COMPARAÇÃO DE INFORMAÇÕES;
        GENERALIZAÇÕES
1 – Como pudemos observar o texto narrou a experiência do primeiro beijo entre um casal de adolescentes. Com base na leitura que você fez aponte:
a)      Quem narra a história?
b)      Quem são as personagens envolvidas?
c)       Onde se passam os acontecimentos narrados?
d)      Quando  aconteceu o primeiro beijo?
2- Para a protagonista, como foi a experiência do 1º beijo? Aponte trechos do texto que comprovem sua resposta.
3- Localize no texto em que momento podemos perceber, além do bilhete, que o “Culta” era apaixonado pela protagonista?
4 -  A narradora da história finaliza o texto com um pensamento sobre o que sentiu no seu primeiro beijo, que foi um momento muito marcante: “Mas foi inesquecível”.  Você já deve ter passado por outras experiências marcantes.  Seria capaz de citá-las Quais são?
4º Passo:  O professor pode trabalhar, por meio de questões escritas:
    A PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS LOCAIS E GLOBAIS;
  1 -  No texto, alguns elementos nos permitem  afirmar que  as personagens são adolescentes. Que  elementos são estes?
2 –Atente-se para os apelidos “Cultura Inútil” e “Paracelso”, referentes ao garoto.  O que eles nos possibilitam deduzir sobre a personalidade deste personagem? Cite outras características que comprovem sua resposta.
Ou
2- Pela fala do “Culta” é possível traçar o perfil dele? Que tipo de pessoa ele parece ser?
3 – Anafórico, genericamente, pode ser definido como uma palavra ou expressão que serve para retomar um termo já expresso no texto, ou também para antecipar termos que virão depois. No texto em questão os termos anafóricos são usados para evitar repetições. Exemplifique como o autor faz uso deste recurso em relação à personagem masculina.

5º Passo: trabalhar a RECUPERAÇÃO DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO.
1 – Na referência bibliográfica, ao final do texto, há informações importantes. Por meio delas, indique:
a)      Quem é o autor do texto? Você já o conhecia? Já leu outro texto dele?
b)      Em que gênero podemos enquadrar o texto “Meu primeiro beijo”. Em que você se baseou para dar sua resposta?
Obs.: O professor pode apresentar o portador deste texto ao aluno: um livro e dizer ao aluno que o texto é, na verdade o capítulo de  um livro:
c) Considere o título do livro em que o texto foi publicado: “Balada do primeiro amor”. O que você acha que a narradora irá contar nos outros capítulos?  Que histórias você imagina que ela irá nos contar?
Obs: com esta questão o professor trabalhará com a expectativa de leitura  do livro.

6º Passo: INTERTEXTUALIDADE  e  INTERDISCURSIVIDADE.
O professor pode propor a leitura de duas músicas e de outros textos, em seguida, fazer alguns questionamentos a respeito do modismo “ficar”, trabalhando, assim a argumentação por meio da oralidade.
1- Em qual das duas músicas encontramos a mesma temática do texto “Meu primeiro beijo”?  Justifique sua resposta.
2 – Após a leitura dos textos, qual é a sua opinião sobre o campeonato de beijos, mencionado no texto “Geração Beijo na Boca”?
3 -  Você é a favor ou contra a “Ficação”?  Por quê?
4 – Segundo o texto “Descubra os riscos de sair beijando todo mundo durante folia”, o ato de beijar desta forma pode trazer consequências sérias.  Quais são elas?  Por quê?

7º Passo:  PERCEPÇÃO DE OUTRAS LINGUAGENS.  O professor pode perguntar aos alunos se eles se lembram de filmes, quadros, fotos, livros em que a temática fosse a questão do primeiro beijo. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

http://www.slideshare.net/GlauciaBarretodeMattos/oficina2-g-1

      A minha infância e a leitura

Minha infância foi repleta de estímulos à leitura, pois meu pai contava histórias da Bíblia, usando livros ilustrados que mostravam os milagres maravilhosos de Deus para com o povo de Israel. Até hoje me lembro bem da imagem do mar se abrindo e o povo passando por entre os muros de água que na minha mente eram enormes, altos e barulhentos. Aos nove anos eu ganhei a coleção completa de Monteiro Lobato, isto foi muito marcante, pois meu pai me presenteou com esta coleção porque eu consegui produzir um texto na escola sem nenhum tipo de erro (é claro que se tratava de texto simples, mas pra mim o que valeu foi o prêmio pelo feito). Era uma coleção com 19 livros que eu lia repetidamente, e acredito que muito de minha personalidade questionadora vem desta minha intimidade com a Emília.
Já no Ensino Fundamental II a Coleção Vagalume era a minha preferida. Entre tantos títulos não me esqueço do Caso da Borboleta Atíria, Spharion e A Ilha Perdida, todos os personagens fizeram parte da minha infância, e da minha adolescência, e o gosto pela leitura foi aumentando gradativamente, quando comecei a estudar no Ensino Médio, minha visão de literatura modificou um pouco e então me apaixonei pelas questões sociais que surgem mapeando os poemas, os romances e todas as obras. Isto me levou a fazer o curso de Letras para me aprofundar nos estudos literários, mas como boa “Emília” que sou, fui em busca de muito mais, fiz minha primeira especialização em Língua Inglesa mas atuei pouco nesta área, logo que me efetivei na Rede Estadual fui convidada para ser Professora Coordenadora e fiz uma segunda especialização em gestão do currículo e me interessei muito por tudo que li sobre a gestão, hoje acredito que as leituras que fazemos nos dá condições de escolhas, isto nos liberta, nos torna independentes, pois somente com a liberdade de opção é que podemos realmente ser autônomos.                          

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Minha experiência em Leitura


Minha experiência com leitura começa na verdade com muita intensidade na pré adolescência. Na escola sempre me dedicava nas atividades propostas pela Professora de Português e adorava os textos dos livros didáticos e há na memória a página do livro com a letra de uma música de Luiz Gonzaga e as questões sobre as informações ora ali expostas no texto.
Tinha um fascínio enorme pelas aulas dedicadas a "Redação", ao ato de redigir, atualmente chamadas de aulas de "produções escritas". Na minha cidade tinha uma Biblioteca pequena mas eu me recordo de muitas vezes ter emprestados livros de lá. O primeiro livro que li "integralmente" foi Ilha Perdida de autoria de Maria José Dupré. Uma iniciativa minha de ler, li pq de fato eu gostava de ler. 
Após esta experiência, lá estava eu e mais algumas colegas em um curso de Iniciação Teatral. Em um antigo prédio da cidade, aos 13 anos, eu estudava teatro. A pedido do Professor, um cara de renome na área da dramaturgia e que todos os finais de semana estava ali com a gente, trabalhando técnica vocal, oficinas de expressão corporal, figurino e leitura.
Na minha memória há a cena dele pedindo de uma maneira muito forte e ao mesmo tempo como uma forma de aconselhar "Ator que é bom ator lê" e ele deixou como tarefa "Cada aluno ali do curso deveria começar a ler algum livro de Clarice Lispector" e eu cá com os meus botões fiquei pensando em quem seria Clarice Lispector e a minha iniciativa de leitura me levou a velha e boa biblioteca, lá eu achei "Água Viva"  e devorei o livro em poucos dias e com 13 anos de idade...Mais tarde na faculdade, aos 21 anos escuto da professora de Literatura "A leitura de Clarice é densa, todo e qualquer trabalho acadêmico envolvendo Clarice requer maturidade e experiência de vida" e lá na faculdade fui apresentada a Macabéa, a barata de Paixão segundo GH e alguns tantos outros textos de Lispector.
E depois disso mergulhei em O Pagador de Promessas de Dias Gomes e também em outros tão belos textos de Vinícius de Moraes.
Ainda hoje sinto a necessidade de buscar leituras e buscar ler por prazer, pelo simples fato de ser um ser humano letrado e por enxergar significado no processo de leitura e por reconhecer que a leitura ampliou meu conhecimento de mundo e meu repertório lexical.
Ler por prazer...ler para mergulhar e contar depois para outro colega "Olha, eu tenho um livro para emprestar para você que você irá gostar!"


Fabíola Maciel Saldão
PCNP de LEM - Jacareí e Professora de Inglês
Sou Fernanda, PCNP de Língua Portuguesa na DER São João da Boa Vista. Quero compartilhar com vocês um pouco da minha história com a leitura.

"Ler, segundo Freire, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação".
Na minha história com a leitura, ler sempre foi mais que caminhar sobre as letras, foi interpretar o mundo, sonhar o mundo, viver aventuras em lugares distantes, rir e chorar, viver histórias de amor, ir ao encontro do inesperado. E essa história começou cedo, ainda criança, em casa,  minha mãe sempre nos presenteava com livros e histórias em quadrinhos.  As princesas dos contos de fadas e a turma da Mônica fizeram parte de minha infância. Mais tarde, conheci outros mundos, outros autores. E, ainda hoje, caminho além das letras e trabalho para que nossos alunos também possam percorrer este caminho e, a partir da leitura das leituras realizadas, interferir no mundo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Leitura

     Meu caso de amor com a leitura começou cedo, mas nasceu do contato, pouco a pouco com os livros. Eu e eles. Na verdade não houve incentivo da minha família ou da escola, foi algo particular. Fui me encantando aos poucos com algumas histórias e livros da minha irmã, que ficavam numa pequena estante. Eu costumava sentar no chão e pegar um ou outro, ler o nome dos autores, folhear, ler alguma página de forma aleatória... e fui me apaixonando...

     Depois, comecei a frequentar a biblioteca municipal e a paixão aumentou... comecei a ler com voracidade. Durante a adolescência mergulhei nos livros. Passava domingos inteiros lendo, sem sair do quarto; quando chovia então, era uma delícia. Muitas vezes devorei livros em um ou dois dias. E fui me aprofundando com a leitura dos clássicos pedidos pelos professores e da literatura universal pedidos pela minha vontade.

     Adoro perder horas dentro de uma livraria e sempre compro mais do que consigo dar conta. Hoje sempre tenho alguns na cabeceira da cama, alguns na gaveta do criado mudo e outros espalhados pela casa. E vou alternando as leituras conforme a necessidade e o estado de espírito. É uma paixão sem fim...

Olá a todos! Meu nome é Giane, sou PCNP de Língua Portuguesa EM da DER de São João da Boa Vista, para quem não sabe, a cidade dos crepúsculos maravilhosos! Atuo também como professora do Ensino Médio e Pré-vestibular. Amo a sala de aula, que é o laboratório onde aplico tudo que aprendo e busco fazer a diferença. Através deste curso, pretendo aprender, aprender e espalhar o conhecimento para os colegas professores de Língua Portuguesa, o que é, também, extremamente gratificante! Acredito na capacidade de a educação transformar as pessoas e mudar vidas, por isso aceitei o desafio de me dedicar a ela. Espero me familiarizar logo com esse ambiente, que não conhecia, mas é semelhante ao Redefor/Unicamp, que terminei em janeiro. Sou louca pela leitura e não me contento com um livro de cada vez. Adoro as coisas simples da vida e desejo o mesmo que todos: amor, alegria, paz de espírito  e  
liberdade...